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Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí
Coordenadora do ICMBio Piauí diz que Estado não tem Mata Atlântica
27/01/2011 - 00:12:50  
  
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Já me manifestei por diversas vezes sobre o assunto, infelizmente a voz de técnicos e especialistas não ecooa como a de ambientalistas que  com falsas verdades e oportunisticamente desconstroem e desconhecem o trabalho de conservação da biodiversidade que vem sendo feito no Piauí, hoje com mais de dois milhões de hectares protegidos na forma de Unidades de Conservação.
Primeiro gostaríamos de ressaltar que não reconhecemos aquela região como Mata Atlântica pois, para enquadramento de determinada região em um bioma necessitamos de similaridades geoclimáticas, sendo que os fatores ambientais relacionados a distribuição das chuvas, solo e altitude são imprescindíveis para a definição de seus limites,não há enquadramento possivel entre o que temos alí e a mata existente sob influência do Atlântico, denominada de mata atlântica.
Desde a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, em 1979, os estudos apontavam para a importância não só arqueológica como ambiental daquela região. A Dra. Laure Emperaire, doutora em fitossociologia,  durante 8 anos estudou a flora para o plano de manejo do referido Parque apontando tratar-se de uma caatinga arbórea densa, remanescente de floresta estacional semidecidual, com  12 extratos arbóreos diferentes de cobertura vegetal. A falácia de que a região é Mata Atlântica, desqualifica e desconhece a importância do bioma da Caatinga, o único exclusivamente brasileiro e adaptado às condições de semi-aridez do clima nordestino.
Perguntamos-nos a quem serve o discurso de que ali é Mata Atlântica, os estudos não apresentados, os autoress em sobrenome e as fotos  de outros lugares para enganar quem verdadeiramente nunca esteve naquela área.  Saibam que o status de conservação da Mata Atlântica de um patamar de cerca de 5% para 27% com a inclusão das áreas do mapa do IBGE e que tal fato é de grande reconhecimento internacional,  ficando mais fácil o financiamento de projetos por organismos internacionais para as ONGs que atuam no sul e sudeste do país e que não tem projetos para o nordeste.
Estudos feitos por professores doutores da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal do Ceará encontraram cinco generos de plantas comuns aos dois biomas mais infelizmente nenhuma espécie. Gostaríamos de ver a lista das espécies encontradas pelos estudiosos da Mata Atlântica feitos no Piauí, como também a comprovação da existência de solos, precipitações pluviométricas e temperaturas com influencia do Atlântico, imprescindíveis para o Bioma da Mata Atlântica.
O Art.2º da  Lei 11.428 que regulamente o Art. 225 da Constituição Federal, deixa bem claro: Para efeitos desta Lei, considera-se integrante do Bioma  Mata Atlântica as seguintes formações nativas e ecossistemas associados, com as respectivas delimitações estabelecidas no mapa  do IBGE, conforme regulamento: Floresta Ombrófila Densa, Atlântica, Floresta Ombropfila Mista, também denominada de Mata de Araucárias, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais, as restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste.

No mapa do IBGE elaborado em 2004, a área não se estende até o sudeste do Piauí. Todos os documentos e mapas do MMA que fazem referência àquela área o fazem como Caatinga e área de transição Caatinga-Cerrado, inclusive os que tratam de sua prioridade para conservação.

Aqui relevamos a importância do bioma Caatinga com as suas fitofisionomias características e adaptadas ao semi-árido o qual deve ser tratado com o mesmo grau de importância que os demais biomas brasileiros,principalmente nos dias de hoje quando passamos por profundas mudanças climáticas, preservar a caatinga que é resistente e adaptado a baixas precipitações e a altas temperaturas, deveria ser prioridade nacional.

Acerca da ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões, vimos esclarecer que o processo foi aberto ainda no IBAMA, antes da aprovação por parte daquele órgão do Plano de Manejo da Serra Vermelha. A pretensão inicial era estender sua área em mais uns cem mil hectares, com vistas a conservação do maciço ainda preservado de caatinga arbórea. Passados mais de três anos, o avanço dos estudos realizados e o processo de negociação com as comunidades locais e o governo de estado do Piauí, levaram a anexação de mais de trezentos mil hectares, incluindo mais de 50% da área da JB Carbon e chegando até os limites da APA Estadual do Rangel.  

Ampliar o Parque Nacional da Serra das Confusões em mais de trezentos mil hectares não pode ser considerado um desserviço, mais sim uma missão cumprida na preservação do bioma da Caatinga, que eleva o seu patamar na conservação para cerca de 10%, desserviços presta quem não considera a importância da Caatinga  como patrimônio nacional querendo forçar seu enquadramento como outro bioma. Trabalhamos hoje na perspectiva de ver o Parque implantado com a construção de sua infra-estrutura para recepção ao turista para que a população daquela região possa ter opção de desenvolvimento econômico que não seja a exploração dos recursos naturais.

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